quarta-feira, 14 de setembro de 2011

#ficaadica:


Teatro Cidadão abre inscrições para oficinas 

Projeto do Ponto de Cultura da Commune oferecerá, gratuitamente, oficinas de interpretação, confecção de máscaras  e produção cultural, com montagem de espetáculo no final. 
Estão abertas até o dia 20 de setembro as inscrições para as oficinas de interpretação, confecção de máscaras e produção cultural, oferecidas pelo Teatro Cidadão, projeto do Ponto de Cultura da Commune em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e o Programa Cultura Viva, do MinC.  
Durante quatro meses, de setembro a janeiro, os 40 selecionados terão contato com o universo teatral na teoria e prática, participando das oficinas e diversos workshops. Como resultado, vivenciarão um processo de montagem, apresentado um espetáculo baseado na estética da Commedia Dell’Arte, com máscaras, música ao vivo e entreatos circenses, inteiramente desenvolvido pelos alunos, sob a supervisão dos arte educadores do Coletivo Teatral Commune.  


Os interessados em participar devem baixar a Ficha de Inscrição no site www.commune.com.br, preenche-la e encaminhar para o e-mail teatrocidadao@commune.com.br. 

Um dos diferenciais do projeto “Teatro Cidadão” é a possibilidade do jovem aprendiz obter o conhecimento teórico e prático, dentro de um teatro, e realizar publicamente 24 apresentações consecutivas, algo cada vez mais raro tanto no mercado profissional, quanto nas montagens de escolas de teatro.

*Durante o processo, haverá também workshop de Iluminação, Sonoplastia, Cenário, Figurinos, Commedia Dell Arte, Cidadania e Economia Criativa.
Tiche Viana, Helô Cardoso, Marcio Tadeu, André Lemes, Tunica e Célio Turino são alguns dos profissionais envolvidos. 
SERVIÇO
O QUÊ  – Teatro Cidadão
ONDE – Inscrições devem ser feitas pelo através do preenchimento de ficha de inscrição constante no site www.commune.com.br, que deve ser encaminhada ao e-mail teatrocidadao@commune.com.br
QUANDO – As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de setembro de 2011
INICIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO – 20 de setembro
MAIORES INFORMAÇÕES: (11) 3807-0792 - teatrocidadao@commune.com.br 

 
 
??O que é um Ponto de Cultura?? 

Os Pontos de Cultura são entidades que recebem apoio da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com o Ministério da Cultura para que desenvolvam um relevante papel na comunidade nas áreas de fomento, difusão, produção e formação cultural, seja na cultura popular, audiovisual, cultura digital e entre as mais variadas expressões artísticas.

Atualmente o país conta com um total de 2.300 unidades de Pontos de Cultura, espalhadas entre todos seus estados e mais de 500 unidades só no estado de São Paulo.

 Fica a dica então...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hoje fui ao teatro ver...


Usando o pretexto da licantropia clínica, doença que faz a pessoa acreditar que é um cão, peça que discute o efeito do dinheiro nas relações, o machismo e a situação da mulher contemporânea. A licantropia clínica é uma doença, raríssima, pesquisada pelo médico suiço Christian Scharfetter. É detectada principalmente em casos de transtornos afetivos e esquizofrenia.Repentinamente, o ser humano passa a se comportar como um cachorro.


Mas, o que fazer quando o seu marido, subitamente, torna-se um cão? Essa é uma das questões que move a peça
 Cão, em cartaz  no Sesc Consolação.
Enredo: A protagonista, empresária bem sucedida, teme que o comportamento canino do marido afete sua imagem. Mas, conforme a situação vai ficando cada vez mais extrema, ela convida a plateia para compartilhar de sua história, como forma de obter aprovação para a solução que pretende adotar.
* Na teoria a ideia até parecia ser boa mas na prática não funcionou, faltou uma direção melhor dos (bons) atores, no início prendia a atenção mas com o passar da trama ia ficando uma historia sem interesse e a plateia ficava incomodada com aquela sensação de "não acaba nunca".

sábado, 27 de agosto de 2011

Hoje fui ao teatro ver...


Numa afiada sátira ao cinema, a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo mostra o lado cômico do que há de mais freqüente nas nossas telinhas e telonas: o enlatado policial americano. 
Tira – Codinome Perigo é um espetáculo que reúne os melhores momentos de dois grandes sucessos da carreira do grupo: Tira – Adrenalina em Combustão e Tira 2 – McCoy is back.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Liu Bolin, O Homen Invisível






Em 2005, autoridades chinesas fecharam o estúdio de Liu em Pequim. Na época, muitas exposições também foram proibidas no país. O artista diz que a postura do governo diante dos artistas é uma de suas fontes de inspiração. "A situação dos artistas da China é muito difícil e o afastamento forçado dos estúdios é, de fato, minha inspiração direta para esta série de fotografias, escondidas na cidade", disse ao Daily Mail.

Liu diz que seu trabalho exige muita paciência. Pode levar mais de dez horas para que a cena esteja pronta para ser fotografada. "Meu trabalhão é o de escolher um bom fundo onde eu quero "desaparecer" e, em seguida, aguentar imóvel a pintura", afirmou.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Acabo de ler...

ONZE MINUTOS
Paulo Coelho
"O amor é uma ferramenta básica na vida e a dor é a maior arma com a qual se pode vencer qualquer dificuldade; É uma história que começa no desenrolar das etapas da juventude, o processo com o qual uma mulher deixa de acreditar em um homem, e o que pode fazer a beleza, ingenuidade e os sonhos. Nos primeiros capítulos são respondidas todas as perguntas feitas na vida, alem de ser um revitalizador de corpo e alma, onde nos ensina que podemos acreditar em quaisquer palavras, porque podemos estar caindo no pior erro de nossas vidas, como conta a história de Maria, a protagonista da história. Onze minutos é seu título, devido a cada homem esteve com Maria na época de sua prostituição, somente durando onze minutos. Maria já é um a mulher que não acredita no amor dos homens, porque segundo ela os homens só querem seu corpo, mas não sua alma; tudo isso acontece no Brasil, em um povoado há 48 horas de ônibus até o Rio de Janeiro. A prostituição envolve um tema com que se encaixam muitas verdades dos homens e muitas coisas das mulheres, sendo o melhor tema completo para quem quer fazer seu estudo. Já na Suécia conhece muitos homens, Maria conhece muitos homens que a procuram por ser uma mulher intelectualizada, que escuta os homens e sabe responder todas as suas perguntas, e sabe fingir os desejos do corpo querendo afastá-los da alma. Logo encontra o amor com Ralf Hart, em quem descobre, todos os temores da vida, por amá-lo à distancia, mas estando unidas as almas se conhecem, e em torno do mundo que querem, e o que quer desse mundo, e substituindo com a dor, a beleza, a vida e uma felicidade imensa, quando havia de regressar para o Brasil. Também tem em seus diários tudo o que pensa da vida, palavras mais bonitas que qualificam os problemas, a dor, o prazer, etc. e em um dado momento nos ajuda a entender melhor por que acontecem as coisas. FIM. "
* Quem tiver paciência para ler esse resumo nem precisa perder seu tempo em ler o livro, achei chato, uma bobagem só.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hoje fui ao teatro ver...

“Longa Jornada Noite Adentro” de Eugene O’Neill, com direção e coordenação geral de Eugênia Thereza de Andrade. Teatro Anchieta.
A apresentação conta com as participações de:
 Francisco Carlos dirige;
 Celso Frateschi, Caco Ciocler, Lílian Blanc, Hércules Morais e Ângela Ribeiro atuam.
A história fala sobre o drama autobiográfico do norte-americano Eugene O’Neill (1888-1953) que mostra um único dia na vida da dilacerada família Tyrone, com um pai covarde, uma mãe dependente de morfina e dois filhos, um consumido pela tuberculose e outro, pelo alcoolismo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hoje fui ao teatro ver...

“Pai”, de Strindberg, que integra o projeto “7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores,” do SESC Consolação – Teatro Anchieta, concebido por Eugênia Thereza de Andrade.  
 Com direção de Iacov Hillel, a leitura traz no elenco Luiz Damasceno, Eliana Guttman, Érika Altimeyer, Sylvio Zilber, Giulio Lopes, Lílian Sarkis, Luciano Andrey e Davi Reis.
Linguagem das Leituras
A cada encontro um diretor convidado concebe sua leitura como um esboço de montagem usando marcação de cenas, com ambientação cenográfica, elementos de figurino, desenho de luz e música. Esta concepção criativa das 7 Leituras confere ao projeto originalidade e sucesso.
“Pai”, de Strindberg, aborda a família numa dinâmica neurótica onde a mãe, de forma cruel, exerce o poder sobre o marido, manipulando os afetos de todos que os cercam. A filha cujo desejo de realização profissional não é ouvida é transformada em objeto da disputa entre os pais. O enredo desencadeia-se culminando com o revelar da intensa agressividade da mãe sobre o pai. Strindberg constrói seus diálogos com esmero. Sua visão das mulheres é amarga e misógina; mesmo assim criou belos textos. É exemplar a percepção aguda do autor, dos conflitos afetivos que ocorrem no seio da família. A peculiaridade do talento de Strindberg faz de “Pai” uma peça de extrema atualidade. 
O autor
Johan August Strindberg, nasceu em Estocolmo em 22 de janeiro de 1849 e faleceu em 14 de maio de 1912. Foi ator e depois jornalista. Largou a universidade no 2º ano, vindo a se transformar num dos mais cultos intelectuais do Teatro. Possuía amplos conhecimentos de estética, ciências políticas e ciências. Foi ensaísta, poeta e grande pintor. Ao lado de Ibsen e Kierkegaard foi um dos maiores escritores escandinavos. É considerado um dos pais do teatro moderno.
Entre suas peças estão: ‘O Livre Pensador” (1869), “Pai” (1887), “Senhorita Julia” (1888), “Para Damasco” (1898 a 1904), precursora do teatro expressionismo que influenciou muitos teatrólogos alemães e “Play Strindberg”, no Brasil, “Seria cômico se não fosse trágico” é baseada na peça do autor “A Dança da Morte”. Ingmar Bergman, o genial diretor de cinema e teatro, foi o artista que mais o admirou; dirigiu quase todos os seus textos.
próximos textos:
23 de Agosto
Longa jornada noite adentro – Eugene O`Neill
27 de Setembro
Álbum de Família – Nelson Rodrigues
25 de Outubro
Festa de Família – David Eldridge
29 de Novembro
Rosa de dois Perfumes – Emilio Carballido
E o melhor de tudo : é GRÁTIS!
mais informações no site:
www.sescsp.org.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aprendi...

" Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro
   de cima para baixo, quando o está ajudando a levantar-se."
                                                 (Gabriel Garcia Marquez)

domingo, 10 de julho de 2011

Hoje fui ao teatro ver...


Reescrita da peça “Máquina Hamlet”, do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929 a 1995), com  texto e encenação de Wolfgang Pannek, que, ao lado de Maura Baiocchi, é diretor da Taanteatro Companhia. Em 2011 a Taanteatro comemora 20 anos de existência, ao longo dos quais consolidou uma pesquisa teórico-prática  com processos de formação e criação próprias – o taanteatro ou teatro coreográfico de tensões – e criou mais de 40 espetáculos sobre a vida e obra de artistas, filósofos e poetas como Frida Kahlo, Florbela Espanca,  Antonin Artaud e Niezsche. Diferentemente da obra de Müller, situada diante do horizonte das ruínas da Europa do século XX, “Máquina Hamlet fisted” mostra seus protagonistas -Hamlet e Ofélia – no limiar entre aceitação e revolta contra as tradições de poder da América do Sul.
Texto, direção e instalação cenográfica: Wolfgang Pannek | Coreografia: Wolfgang Pannek, Maura Baiocchi e elenco | Assistente de direção: Alda Maria Abreu | Iluminação: Rodrigo Garcia | Elenco: Ana Beatriz Almeida, Alda Maria Abreu, Vlamir Sibylla, Roger Valença | Figurino: Ana Beatriz Almeida | Desenho gráfico: Hiro Okita |  Coordenação de produção: Wolfgang Pannek.

sábado, 9 de julho de 2011

Hoje fui ao teatro ver...

""Loucura" é um espetáculo que advém de uma pesquisa sobre este tema que a mim sempre foi inquietante. O "louco" muitas vezes é colocado como um ser que perdeu o contato com a realidade e me pergunto: será? Ele pode simplesmente enxergar com novos olhos coisas que simplesmente não queremos olhar, dada a sua profundidade, sua intensidade. Um "louco" é um homem perdido em si, perder-se em si é entrar no labirinto do Rei Minos sem o fio de Ariadne, é encontrar o Minotauro, meio homem, meio bicho e ser devorado. A porção animal vem à tona e tudo que é imposto como bons costumes, regras sociais e acordos se desfazem. O "louco" de nosso espetáculo não segue as regras, não tem superego que lhe diga o que é certo ou errado, ele é id puro; pulsão e potência.
Sempre tive na literatura uma aliada - poesia, prosa, dramaturgia, biografia - são mundos que se abrem, ampliam a imaginação do ator, nos colocam em lugares que sozinhos muitas vezes não visitaríamos. Nos apresentam facetas, espelhamentos de nós espalhados nas personagens e nas vidas de Shakespeare, Camus, Beckett, Brecht, Jung, Rilke, entre tantos outros.
E foi a partir deste território, do imaginário desses autores, que nasceu o espetáculo. Conjuntamente com Marcelo Lazzaratto, diretor e mais que isso, um grande companheiro de vida e de palco."




*Palavras de Gabriel Miziara ator do espetáculo.